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Opinião

Suprir lacunas (I)

No último dia 19 de junho a cidade foi presenteada com a obra “Três Lagoas – Suas Ruas, Sua Memória, Sua História”, de autoria do escritor Ovídio Lopes de Oliveira. Conheço um pouco dos tremendos e inúmeros obstáculos enfrentados e vencidos pelo incansável e obstinado pesquisador e eficiente escritor Ovídio para trazer à luz este seu livro. 
O 2º volume está nos planos do escritor, quando então saberemos mais a respeito das pessoas que ajudaram na construção de Três Lagoas, oportunidade em que novamente o aplaudiremos.
O momento é oportuno para reflexões.
O notável historiador da literatura Sul-Mato-Grossense, José Couto Vieira Pontes, aqui nascido, ao discorrer sobre os sonetistas de Três Lagoas fala soneto “O céu inteiro se reflete nela”, do poeta Rosário Congro. Neste soneto o autor “retrata a lagoa maior… exuberante na década de 1940, com praias e areias brancas e balneário com ponte e regatas construído pelo eminente Prefeito Coronel Manoel Pereira da Silva”. Aproveita então o Historiador José Couto para fazer o seguinte registro: “lendo a lista telefônica de Três Lagoas, não vejo seu nome numa das ruas”.
O ex-prefeito Manoel Pereira da Silva teve participação ativa para que uma antiga aspiração da população fosse concretizada: a construção do prédio do Grupo Escolar “Afonso Pena” para abrigar confortável e dignamente as crianças em seus primeiros anos escolares, seus professores e funcionários. Na esquina da avenida Antônio Trajano com a Olinto Mancini, no saguão do prédio daquele Grupo Escolar, que depois tornou-se Escola Modelo e hoje integra a Escola Estadual “Afonso Pena”, há uma placa com a data 1939 na qual são homenageadas três autoridades, entre elas o então prefeito citado (a respeito da data -1957- que se vê no alto da fachada frontal do referido prédio, reafirmo o que escrevi, há tempos, nas páginas do JP para dizer uma vez mais que ela não corresponde, em absoluto, com a verdade histórica daquele educandário e deveria, em respeito a esta mesma história, ser substituída).
Tem toda razão o historiador ao notar a ausência do nome do ex-prefeito Manoel Pereira da Silva numa das ruas da cidade, fato este que perdura até a presente data. É uma omissão que já  deveria ter sido e deve ser corrigida.


Lúcio Queiroz Moreira é ex-prefeito e colaborador do JP